ॐ Meditar-Celebrar

A MEDITAÇÃO É UM INSTRUMENTO PARA DESINTOXICAR E VITALIZAR

Porque expandir os potencias de VIDA? Quanto mais “vivos” estamos, mais energia vital flui dentro de nós, mais existem espaços de lucidez e relaxamento em nossas ações, mente e coração, mais entregues ao fluxo da Vida estamos, mais acordados, calmos e simples, e assim aumentamos os fios de conexão com a essência, até que a essência seja absolutamente desvelada e aja, cante, dance, fale, vibre através de todos os nossos atos. Estar realmente vivo é viver espiritualmente, aqui e agora, presente, assentado no coração da Vida.

A meditação atua como um detergente psíquico: realiza higiene mental para reciclar os pensamentos velhos e encardidos, abrir espaços no olhar para poder ver e interagir com mais clareza e simplicidade, reciclando os “museus” de conceitos condicionados, entulhados em nosso palco mental por décadas. Cria um assento na mente para poder relaxar, ser mais verdadeiro e íntegro.

É importantíssimo abrir ESPAÇOS em todos os níveis da existência, espaços que possibilitem “frescor” e leveza. Para cultivar este espaço de essencialidade faz-se necessário contatar diariamente a sublime purificação, afinal somos tão bombardeados de informações em todos estes níveis da existência, que os nossos próprios sentidos estão saturados, alguns embotados, e assim consequentemente sem espaço para “ver, ouvir, sentir, pensar” essencialmente, com mais clareza e inteireza. Como querer acessar recursos internos, mais sutis e essenciais se estamos completamente intoxicados por mil confluências de informação densas e externas a nós?





Qual o maior obstáculo para vivenciar a realidade?

Identificar-se com a mente, o que faz com que estejamos sempre pensando em alguma coisa. Ser incapaz de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então, consideramos uma coisa normal. O ruído mental incessante nos impede de encontrar a área de serenidade interior, que é inseparável do Ser. Isso faz com que a mente crie um falso eu interior que projeta uma sombra de medo e sofrimento sobre nós.
O filósofo Descartes acreditava ter alcançado a verdade mais fundamental quando proferiu sua conhecida máxima: “Penso, logo existo.” Cometeu, no entanto, um erro básico ao equiparar o pensar ao Ser e a identidade ao pensamento. O pensador compulsivo, ou seja, quase todas as pessoas, vivem em um estado de aparente isolamento, em um mundo povoado de conflitos e problemas. Um mundo que reflete a fragmentação da mente em uma escala cada vez maior.
 A iluminação é um estado de plenitude, de estar “em unidade” e, portanto, em paz. Em unidade tanto com o universo quanto com o eu interior mais profundo, ou seja, o Ser. A iluminação é o fim não só do sofrimento e dos conflitos internos e externos permanentes, mas também da aterrorizante escravidão do pensamento. Que maravilhosa libertação!
Se nos identificarmos com a mente, criamos uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições que bloqueia todas as relações verdadeiras. Essa tela se situa entre você e o seu eu interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e Deus. É essa tela de pensamentos que cria uma ilusão de separação, uma ilusão de que existe você e um “outro” totalmente à parte. Esquecemos o fato essencial de que, debaixo do nível das aparências físicas, formamos uma unidade com tudo aquilo que é. Por “esquecermos” quero dizer que não sentimos mais essa unidade como uma realidade evidente por si só. Podemos até acreditar que isso seja uma verdade, mas não mais a reconhecemos como verdade. Acreditar pode até trazer conforto. No entanto, a libertação só pode vir através da vivência pessoal.
Pensar se tornou a doença. A doença acontece quando as coisas se desequilibram. Por exemplo, não há nada de errado com a divisão e a multiplicação de células no corpo humano. Mas, quando esse processo acontece sem levar em conta o organismo como um todo, as células se proliferam e temos a doença.
 Se for usada corretamente, a mente é um instrumento magnífico. Entretanto, quando a usamos de forma errada, ela se torna destrutiva. Para ser ainda mais preciso, não é você que usa a sua mente de forma errada. Em geral, você simplesmente não usa a mente. É ela queusa você. Essa é a doença. Você acredita que é a sua mente. Eis aí o delírio. O instrumento se apossou de você.

A arte de escutar

Quando você parar para ouvir uma outra pessoa, não escute só com a mente, escute com todo o seu corpo. Sinta o campo de energia do seu corpo interior enquanto escuta. Isso desvia a atenção do pensamento e cria um espaço de serenidade que possibilita você ouvir realmente, sem que a mente interfira. Você está dando para a outra pessoa um espaço para ela Ser. É o presente mais precioso que você pode dar a alguém. A maioria das pessoas não sabe como ouvir, porque uma grande parte da atenção delas está dominada pelo pensamento. Prestam muito mais atenção a isso do que às palavras da outra pessoa e nenhum atenção ao que realmente importa, ou seja, o Ser da outra pessoa que está debaixo das palavras e da mente.
A maioria das relações humanas consiste principalmente na interação das mentes umas com as outras, e não de seres humanos se comunicando, ficando em comunhão. Nenhuma relação pode florescer por este caminho,e essa é a razão de tantos conflitos nas relações. Quando a mente dirige a nossa Vida, o conflito, as lutas e os problemas são inevitáveis. Estar em contato com o seu corpo interior cria um espaço de mente vazia, dentro do qual a relação pode florescer.


Ekhart Tolle – O PODER DO AGORA

Nenhum comentário:

Postar um comentário